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Compliance ON TOP 2025: Pesquisa Revela Panorama Inédito do Mercado de Compliance no Brasil

Com a participação de 726 líderes de Compliance, a oitava edição do Compliance ON TOP bate mais um recorde e vê a ascensão das empresas de capital nacional, que representam agora 63% dos respondentes

Correalização da LEC, instituição de ensino que mantém a maior comunidade de Compliance do país; e da Vittore, a mais importante boutique de executive search do mercado de Compliance, o Compliance ON TOP chega a sua oitava edição em mais uma edição cheia de superlativos, como leitor ou a leitora já deve ter percebido pelo peso da publicação (caso esteja de posse da versão impressa), ou pela quantidade de páginas da sua versão digital.

Mais importante vitrine para profissionais da área, o Compliance ON TOP busca, a cada nova edição, trazer inovações e novidades para o mercado. Nesta edição, apresentamos a primeira pesquisa salarial do Compliance ON TOP, traçando um amplo panorama sobre a remuneração das lideranças da área nos três segmentos pesquisados. Também apresentamos pela primeira vez, dados relativos ao assédio sofrido por profissionais de Compliance no exercício das suas funções.

A edição de 2025 da pesquisa do Compliance ON TOP teve a participação de 726 líderes da área de Compliance, com 479 deles profissionais com atuação em empresas e o restante dividido entre consultorias especializadas e escritórios de advocacia.

A base da pesquisa de profissionais de empresas deste ano registrou um aumento significativo na participação daqueles que atuam em companhias com receita superior a R$ 1 bilhão, que agora representam 57,8% do total — mais de quatro pontos percentuais acima do verificado em 2024. Na outra ponta, também ganharam espaço as pequenas operações, com receita anual de até R$ 49 milhões, que saltaram de 12,1% para 14,2%.

Em contrapartida, quando o critério é o número de funcionários, a pesquisa aponta uma queda no percentual de respondentes que operam em companhias com mais de mil colaboradores (recuando de 61,8% para 38%). Simultaneamente, houve um avanço nas empresas de menor porte, com até 99 funcionários, cuja representatividade subiu de 10% em 2024 para 14,1% em 2025.

Um dado de destaque da pesquisa é a força das companhias brasileiras: a participação das empresas de capital nacional atingiu em 2025 o maior patamar na história do Compliance ON TOP, representando 63% da base de respondentes. Em 2018, ano inaugural da pesquisa, essa fatia era de apenas 45%. Olhando apenas para as companhias locais, a proporção entre as que faturam mais ou menos de um bilhão de reais é quase perfeita.

O mesmo incremento de 3,4 pontos percentuais na participação das companhias brasileiras espelha quase exatamente a queda no volume de profissionais que trabalham em companhias de capital aberto (no Brasil ou no exterior), que sofreu uma redução de 3,7 pontos perce

Entre os setores mais representados, a liderança permanece com as empresas do complexo da saúde (incluindo farmacêuticas e hospitais). No entanto, com 14,2% de share da pesquisa, o setor financeiro — que vem crescendo paulatinamente nas últimas edições — já atinge 13,2%, encostando no líder. Como pioneiros na introdução do Compliance no mundo, é natural que ambos figurem historicamente nas duas primeiras posições. A novidade fica por conta das empresas de engenharia, construção e infraestrutura, que viram sua participação crescer a ponto de alcançar a terceira posição, superando o setor de tecnologia. Este, por sua vez, apresentou uma queda considerável de 3,2 pontos percentuais na participação.

Sobre o número de profissionais dedicados ao Compliance nas operações das empresas, nota-se um aumento na participação de times maiores, compostos por quatro, cinco e seis ou mais pessoas. Todos esses grupos cresceram, ao passo que o percentual de respondentes que atuam sozinhos no Compliance caiu para 9,6% do total.

Em meio a esse aumento no tamanho das equipes, é interessante notar que o número de profissionais que afirma se dedicar exclusivamente ao compliance na sua atuação profissional na companhia sofreu uma queda considerável, de 55,4% no ano passado para 49,2% agora. Esse movimento vem acompanhado do aumento nas áreas de atuação compartilhadas pelos profissionais de compliance. Entre os líderes que não se dedicam integralmente ao tema, 55,5% respondem agora também por Privacidade e Proteção de Dados. No caso da área Jurídica — sugerindo uma lógica de reagregação do Compliance ao guarda-chuva do departamento legal —, o índice foi de 53%. Governança e Riscos Operacionais e de Negócios também são atividades que mais profissionais estão abraçando em comparação a 2024. Em todos esses casos, o avanço gira em torno de 10 pontos percentuais, apontando para um ajuste estrutural que pode reverter a antiga tendência de segregar o Compliance de outros departamentos.

Ainda em conexão com essas alterações, a maior alteração percentual na linha de reporte principal das lideranças aponta para o General Counsel (o principal executivo jurídico). Com 11,5% de menções, essa linha ainda é menos frequente do que o reporte direto ao CEO (30,2%) ou à direção global/regional de Compliance (24,5%). Contudo, o avanço de 2,7 pontos percentuais do reporte ao Jurídico é relevante: é a primeira vez, desde 2020, que esse índice supera a marca dos 10%.

Também é a primeira vez desde 2020, o percentual de respondentes que dizem que a empresa na qual atuam conta com um programa de embaixadores de Compliance ficou abaixo dos 50%, ainda que por míseros 0,3 ponto porcentual. Já os comitês de ética seguem quase que onipresentes, estando na estrutura de governança de 92,9% dos respondentes. Além disso, a liderança do Compliance sobre as atividades dessa instância avançou mais uma vez e agora soma 62% do total.

Por fim, o alcance geográfico das lideranças baseadas no Brasil é significativo: 42% dos participantes respondem por uma cadeira regional ou global. Dentre eles, 26,8% têm ao menos um profissional reportando diretamente do México ou América Central; outros 22,2% lideram equipes na Argentina e países do Mercosul. Na região que congrega Colômbia, Venezuela e Equador, 17,2% possuem reportes locais, enquanto no bloco Chile, Peru e Bolívia o índice é de 12,1%. Além disso, em 13,6% dos casos, a liderança baseada no Brasil possui alguém respondendo a ele pelo Compliance nos Estados Unidos ou no Canadá.

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Artigo publicado originalmente no Anuário Compliance ON TOP 2025
As opiniões contidas nesta publicação são de responsabilidade exclusiva dos Autores, não representando necessariamente a opinião da LEC ou de seus sócios.
Imagem: Canva
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